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  • Existem pequenas mudanças que podes fazer e que te vão ajudar a melhorar os hábitos de estudo.
  • A flexibilidade pode ser muito importante para conseguir melhores resultados.
  • Investigações recentes afirmam que uma das melhores maneiras de aprender algo é imaginar como se poderia ensinar a alguém.

A ideia de que os estudantes devem ter consciência da estratégia de aprendizagem que melhor funciona para o seu caso ganhou terreno ao longo dos anos. A partir dos anos 80 os estilos de aprendizagem tornaram-se populares e teóricos como Honey e Mumford criaram questionários para ajudar a identificar quatro tipo de alunos.

  • Ativos: Aprendem a fazer
  • Teóricos: Preferem conceitos e fatos
  • Pragmáticos: Experimentam ideias para perceber como funcionam
  • Reflexivos: Observam e pensam

Inúmeras variações destes conceitos foram adotadas pelos educadores, mas atualmente estão a ser substituídas por outras abordagens mais modernas.

Simon Gamble, académico da Universidade de Bristol, afirma: “Não estão mais na moda, agora a questão centra-se no que estamos a tentar alcançar e qual é a melhor maneira de chegar lá.”

Investigações recentes afirmam que uma das melhores maneiras de aprender algo é imaginar como se poderia ensinar a alguém.

A Universidade de Bristol criou tutoriais e workshops individuais para apoiar a aprendizagem nas pós-graduações. E aconselha os estudantes a criar um cronograma, não apenas para o trabalho na universidade, mas também para a vida pessoal e profissional.

“Muitas pós-graduações subestimam o experiência de vida dos estudantes e a mais-valia que pode constituir para o curso”, afirma Gamble. “No entanto, os alunos podem ter família ou um trabalho em part-time e é importante perceber como podem conciliar todas as necessidades”.
É importante fazer pausas regulares

Kelly Louise Preece, investigadora da Universidade de Exeter Doctoral College, considera que para aprender é importante desenvolver bons hábitos de trabalho e seguir regras práticas básicas, como encontrar o melhor ambiente ou sair para uma caminhada de modo a aumentar a criatividade. Também é uma boa ideia fazer pausas. “A quantidade de tempo que gastamos a trabalhar nem sempre é igual a ser produtivo”, sublinha.

As pausas de qualidade são importantes para maximizar a efetividade das revisões. O professor estagiário de Hertfordshire, Aaron Hynds, afirma que gosta de trabalhar arduamente, mas também necessita de fazer pausas regulares. Muitas horas de estudo podem ser contraproducentes, porque existe uma altura em que já não está a absorver informações. “Vou jogar futebol algumas vezes por semana. Esta atividade desportiva mantém-me são e realmente ajuda com os prazos.”

Como faço para ficar em forma para os exames?

1. Criar uma lista de tarefas: Divide as tarefas entre as que precisam de atenção imediata e as que podem ser resolvidas mais tarde.

2. Fazer revisões é altamente individual: trabalha os teus pontos fortes e fracos, o que vai permitir destacar os problemas que te estão a impedir de aprender.

3. Ser realista com o tempo: para evitar ficar com demasiado trabalho entre mãos, anota as preocupações e os prazos com antecedência.

4. Ter o foco necessário: É melhor ter atenção total por 20 minutos do que uma hora de distração. Menos é mais, desde que seja tempo de qualidade.

5. Confere o que sabes: Faz testes a ti próprio, perguntas e verifica se consegues responder sem consultar os livros.

6. Trabalhar em grupo: Pesquisas recentes sugerem que uma das maneiras mais eficazes de aprender é imaginar-se ensinando o tópico a outra pessoa – trabalhar em grupo dá a você a chance de fazer isso em um cenário da vida real.

Universia, 09/07/2018